Achei que passei toda a minha vida passada achando que algo de extraordinário vai acontecer comigo e por mim. Não que coisas extraordinárias não tenham acontecido, acontecem o tempo todo, eu aprendi a enxergá-las. No fundo de meus pensamentos, na verdade, eu espero ser muito, espero ser algo até que eu não acho tão admirável em outras pessoas, porque não teria valor para as outras pessoas, mas minha vaidade que ainda por cima é muito auto-suficiente me pega de jeito e tenta me levar ao topo imaginário do meu mundo.

Não de ser melhor, não acredito nessas coisas. De ser extra-ordinária.

Imagino por exemplo as relações eróticas estranhas que eu poderia ter, e espero que talvez o destino traga para mim antes de algo acontecer e torná-las pouco atraentes. Tenho um primo, por exemplo, que nunca conheço. Parece que é de propósito que as situações não permitem que nos encontremos. Nisso, eu presumo que há especial guardado para nós dois. Não vai ser uma história qualquer, porque ele não parece ser um cara qualquer e eu não sou também. Ainda tem outra prima que acontece o mesmo, com menor intensidade porque as coincidências são menos frequentes, e ela gosta de garotas. Podíamos fazer uma relação de poliamor os três.

Nenhum comentário:

Postar um comentário