De repente, estava saindo do carro de incrível preto-luminoso, tão apressada quanto quando saia de seu humilde vermelho-sangue todas as manhãs ao chegar atrasada na redação. Mas seu rumo era muito mais impressionante, viajaria à América do Sul. O grande navio branco-extremamente-limpo aguardava a única passageira finalmente se acomodar no momento em que ela chegou à cabine com três assentos ocupados e um livre tal qual ela que sentia-se capaz de tudo naqueles momentos todos que já contei.
- Boa tarde!
-Tarde... - Boa tarde...
Quem é esse homem de preto que, convenientemente, veio a ser o único a não responder um simples boa tarde? O mais exótico dentre os presentes. Havia um moreno muito bonito ao lado de uma jovem adulta de cabelos presos que formaria com ele um belo casal, ele mantinha um sorriso simpático, ela uma serenidade que pareceria perfeita não fossem os sinais de timidez. Resumindo, um lindo casal sem muito tempero contrastava com a aura de mistério do lado oposto da cabine. Esse homem de preto era certamente o dos sonhos.
Chegariam ela e o homem dos sonhos à América Latina dali a três dias de mar aberto.
O primeiro dia na cabine se resumiu à ler e escutar o nascimento de uma relação entre os passageiros opostos a ela. Quando passeou pelo navio, se deparou com umas pessoas estranhas, incluindo um padeiro que um puxou assunto sobre peixes que ela interessadamente retribuiu e depois de um tempo assumiu a vontade de lhe dedicar um novo sabor de pão que concebera por ver nela algo de especial. Os outros estranhos só a olhavam de vez em quando, nem sempre a reparavam.
A primeira noite foi normal, estava mesmo precisando descansar. Num instante já era manhã e ela se encaminhava ao salão onde a indicaram ser o café da manhã. Ela se confundiu um pouco quando chegou no lugar, não esparava por aquilo, mas era como soubesse que seria daquele jeito, pois assim que chegou lá se foi até a mesa das bebidas e pegou sua taça de vinho, mesmo quando algo dentro dela não entendesse porque havia um coquetel àquela hora.
Voltou à cabine logo depois. Dessa vez o homem de preto ainda não tinha chegado. Ela se perguntava com seria quando ele chegasse, esperava que em algum momento ele revelasse seu lado mais... Vamos chamar de secreto.
[...]
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