Escutar é bom. Entender é muito bom. E a coincidência disso levar ao prazer é gratificante.
Hoje um amigo me disse uma coisa muito difícil, ele me lembrou que se afastar nunca é melhor. Foi muito angustiante entender que evitar uma possível situação ruim, por mais inteligente que isso seja, não é de forma alguma a melhor atitude. Eu diria que organizo minha vida de modo a estar sempre bem, o que pode derivar do conforto, da leveza, do prazer, do interesse, etc, mas principalmente afastando aquilo que sei (ou acho) que não vai me levar ao meu bem-estar. Sou intolerante. Sendo assim e preferindo evitar confusão, grosseria de minha parte, ou desconforto, quando estou com algum tipo de raiva ou cisma me afasto o quanto for necessário. Mas hoje eu escutei ele e lembrei que não é a primeira vez que essa ideia vem a mim, e percebo que é algo que felizmente posso adotar, mesmo que alguma grande dificuldade.
Hoje eu não fugi de estar com alguém que eu gosto por ter sido incomodada por sua fraqueza. Pelo seu medo, ela não conseguiu evitar sua inconsequência. Pela minha intolerância ela poderia ter perdido o direito de tentar outra vez. Eu poderia ter perdido um ótimo sanduíche e uma história melhor ainda, que irá me render muito glamour e alegrias.
Mas insisto, eu e ele tínhamos as mesmas pistas e sua certeza de que se afastar nunca foi melhor não só não me ocorreu como foi convincente e extremamente... pertinente? Feliz? Coincidência?
Isso não vai funcionar sempre, mais o equilíbrio talvez seja a melhor e a mais difícil das coisas a serem constantemente perseguidas.

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