Há
alguns meses eu não imaginava que pudesse haver uma disputa muito concorrida
nessas eleições, apesar de minha assumida inocência, acho que era difícil imaginar
que estivesse tão latente um odeio ao movimento que o Brasil vem fazendo há 12
anos. Ou o ódio é ainda mais antigo e existiria independente do governo? Afinal
a resolução dos problemas da educação e desigualdade social não é o que podemos
chamar de possibilidade em curto prazo. Consigo, no entanto, imaginar o que poderia
estar diferente, meus colegas na universidade seriam parecidos com o do
colégio, eu não teria descoberto minha habilitação em Audiovisual, eu estaria
bem mais engajada com a política chata e estaria muito mais assustada com a
proximidade do ingresso no mercado de trabalho.
Mas
enfim estamos em 2014 com 12 anos de governo do PT e pela primeira vez neste
tempo o PSDB vislumbra a possibilidade de voltar a ser situação, ainda que chamem
o PT de oposição desde já. Há 6 anos eu me envolvo com política estudantil,
cultural e ou social e nunca votei feliz no PT, deixava sempre pro segundo
turno, e domingo usei uma camisa com Dilma serigrafada. Pensando sempre se no
dia seguinte à vitória nas urnas eu vestiria novamente aquela camisa, tento
entender o que é avanço real do PT e o que seria “inevitavel”, o quanto se impõe
e o quanto se cede. Tenho esperança de este governo ter, através do gás desta eleição
disputada, coragem de avançar, como se fosse uma ultima cartada, e talvez abrir
espaço para um fôlego novo.
Partidarismo
é difícil para mim que não defino, não sou nem sou coisa alguma, não acredito
que Dilma seja o máximo, mas também não desmereço muitas iniciativas de seu
governo. Apesar de ter claro que tudo é política, não funciono politicamente,
digo o que não cabe em negociações e deixo de fazer uso de bons argumentos por
incompletude. Penso que a melhor política é a que todos constroem
individualmente juntos, mas esperar não deve ser uma boa idéia, e senão isso, o
que mais? Não só isso.
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